Sérgio Baré aciona Ministério Público para apurar irregularidades no Hospital Delphina Aziz

Sérgio Baré aciona Ministério Público para apurar irregularidades no Hospital Delphina Aziz

Parlamentar pede investigação sobre jornada excessiva, tentativa de quarteirização e risco de demissão em massa de profissionais de saúde

O vereador Sérgio Baré (PRD) se pronunciou, na segunda-feira (21 de outubro), sobre a representação formal ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) solicitando a apuração de possíveis irregularidades na gestão do Hospital Delphina Aziz, localizado na zona Norte de Manaus. O documento aponta denúncias de jornadas de trabalho superiores ao limite legal, retaliação a profissionais e tentativa de quarteirização dos serviços de fisioterapia e fonoaudiologia, o que poderia resultar em demissões em massa.

Segundo a representação, os fisioterapeutas e fonoaudiólogos da unidade estariam cumprindo jornadas superiores a 37 horas semanais, em descumprimento à Lei Federal nº 8.856/1994, que fixa a carga máxima de 30 horas para essas categorias.

A denúncia também cita a publicação do Edital de Cotação Prévia de Preços nº 004/2025, que permitiria a transferência dos serviços para empresas terceirizadas, o que o vereador classifica como uma tentativa de quarteirização irregular.

Para Sérgio Baré, a medida representa um risco à qualidade da assistência prestada e à segurança dos trabalhadores.

“Essa decisão fere direitos trabalhistas, enfraquece vínculos profissionais e ameaça a continuidade dos serviços. Não podemos permitir que a gestão pública se apoie em soluções que precarizam o trabalho e comprometem o atendimento à população”, afirmou o parlamentar.

O vereador, que também é fisioterapeuta e ex-presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas do Amazonas (Sinfisio-AM), declarou ter recebido relatos de profissionais sobre acúmulo de funções, sobrecarga de atendimentos e pressões internas após denúncias ao sindicato da categoria.

“Os profissionais estão sendo punidos por exigir o cumprimento da lei. Isso é inadmissível em qualquer esfera pública”, destacou.

O documento enviado ao Ministério Público também alerta para a violação de cláusulas contratuais do convênio firmado entre a Organização Social (OS) gestora e o Governo do Estado, que determinam a contratação direta e a gestão própria dos recursos humanos. Segundo o vereador, a terceirização de parte das funções violaria seis obrigações contratuais básicas, configurando desvio de finalidade e má gestão de recursos públicos.

Em resposta à representação, a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública do MP-AM notificou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), concedendo um prazo de 10 dias para que o órgão preste esclarecimentos sobre os processos contratuais e eventuais irregularidades apontadas no documento apresentado pelo parlamentar.

A solicitação inclui informações sobre a gestão da carga horária, os vínculos empregatícios dos profissionais e a legalidade do edital de cotação.

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